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Onde você pesquisa: Google ou IAs?

A pergunta parece simples, mas revela uma mudança estrutural no comportamento de busca: quando você quer encontrar informações sobre um produto ou serviço, você vai ao Google ou pergunta para uma IA?

Os dados da pesquisa A Nova Jornada de Compra realizada pela mLabs & Conversion, sobre a jornada de compra no Brasil mostram que o Google ainda lidera em todas as gerações. A Geração Z, Millennials, Geração X e Baby Boomers continuam utilizando o buscador como principal fonte de pesquisa.

Porém, há um dado estratégico que o marketing B2B não pode ignorar: as Inteligências Artificiais já aparecem entre as principais fontes de consulta, especialmente entre os públicos mais jovens e profissionais mais vinculados ao digital.

Isso não significa que o Google está sendo substituído, significa que o comportamento de busca está se tornando cada vez mais híbrido.

Enquanto o Google organiza a informação disponível em toda a web, as IAs sintetizam, contextualizam e entregam respostas mais prontas sobre o tema pesquisado.

Para o usuário a diferença é clara: menos cliques e mais objetividade.

Se antes a disputa era por palavras-chave e posições no ranking, agora a disputa inclui autoridade, contexto e qualidade de conteúdo.

IAs generativas priorizam fontes confiáveis, consistentes e bem estruturadas. Ou seja: SEO continua relevante e torna a construção de autoridade no digital ainda mais estratégica.

Outro ponto importante é entender esse comportamento por gerações.

A Geração Z já demonstra forte presença em redes sociais e plataformas de vídeo como fonte de pesquisa.

Millennials mantêm o Google como principal canal, mas também incorporam IAs no processo decisório.

A Geração X e os Baby Boomers continuam majoritariamente no buscador tradicional, reforçando que a estratégia precisa considerar perfil de público e maturidade digital.

Para empresas B2B, a conclusão não se trata de escolher entre Google ou IA, e sim de estruturar uma presença digital que funcione para todos.

Isso significa investir em:

  • Conteúdo aprofundado e relevante.
  • Produção orientada por intenção de busca.
  • Estrutura clara e dados consistentes.
  • Posicionamento estratégico que gere confiança.

A nova jornada de pesquisa na Internet mostra que o processo está mais fragmentado e menos linear, onde o decisor pesquisa no Google, valida o conteúdo no YouTube, consulta as redes sociais e pode pedir um resumo para uma IA antes de tomar decisão.

A influência deixou de ser concentrada em um único canal.

No marketing B2B, onde o ciclo de vendas é mais longo e racional, essa multiplicidade de pontos de contato exige método, com objetivo de gerar compreensão, credibilidade e recorrência.

A pergunta não é mais se a sua empresa é encontrada no “Google”, a pergunta agora deve ser: a sua marca está estruturada para ser encontrada, compreendida e recomendada em qualquer um desses canais?